quinta-feira, 29 de março de 2012

Morte por redes de pesca atravessa fronteiras


Morte por redes de pesca atravessa fronteiras
Morte de pessoas envolvendo redes de pesca, não é mais exclusividade no Rio Grande do sul.
ISSO JÁ VIROU BRINCADEIRA OU ATÉ MESMO SACANAGEM!

 
Infelizmente as mortes por redes de pesca não são nenhuma novidade. Desde 1983 acontece esse tipo de tragédia no Rio Grande do Sul, e a média é de 2 surfistas mortos por ano em redes de pesca. Essa marca é maior do que o número de pessoas que morrem em ataques de tubarão, na África!
O problema é que a cidade cresceu, e a pesca continua arcaica. Cada vez menos profissional, é possível ver cabos e redes de pesca cortando a paisagem litorânea, como há 50, 100 anos atrás.

 
 O mais deplorável é que lá é a única região em que as redes de pesca na praia não são proibidas. Armadilhas humanas estão `a postos, e os surfistas vivem com receio de praticar o esporte.
Lamentavelmente, dessa vez, o Rio Grande do Sul perdeu a exclusividade. A desgraça atravessou fronteiras e chegou até a divisa entre Paraná e Santa Catarina - a Barra do Saí.

 
No dia 2 de fevereiro deste ano, por volta das 18 horas Renata Turra Grechinski, 23 anos, de Curitiba, teria ido surfar com alguns amigos na região da Barra do Saí. Segundo o Corpo de Bombeiros os amigos viram Renata se afogando, tentaram ajudá-la mas não conseguiram pois ela teria enroscado a prancha em algum objeto ao fundo do mar. Os salva-vidas foram acionados e mesmo após algumas tentativas de reanimação Renata sucumbiu.
Para quem não liga é apenas mais uma de tantas tragédias que vemos por aí. Mas para nós, surfistas, é motivo de indignação para com o poder público.
Mais que ficar indignado, Virgílio de Matos entrou em ação e escreveu uma carta `a Ministra Gleisi Hoffmann, que assumiu a Casa Civil no lugar de Antônio Palocci e, assim como Renata, é natural de Curitiba:
"Prezada Ministra Gleisi, participo de uma ONG no Rio Grande do Sul, chamada Mar Seguro, que luta pela segurança de surfistas no Litoral Gaúcho, onde desde 1983 já ocorreram 49 mortes em redes de pesca ilegais,...familiares das vítimas lutam pela Lei Estadual, existente, que seja cumprida, ,...mas hoje tivemos a visita de uma Mãe, Sr. Lucile, que perdeu sua filha de 23 anos, a surfista Renata Turra Grechinski, sua conterrânea de Curitiba, que afogou-se numa rede de pesca, quando surfava na Praia de Coroados, Litoral Sul do Paraná,...precisamos URGENTE da sua ajuda, para criarmos uma Legislação Federal,....obrigado pela atenção,...Virgilio, Porto Alegre-RS" 

A Ong Mar Seguro é uma instituição gaúcha que luta pela extinção das redes de pesca de cabo fixo na beira da praia e pela presença sistemática, organizada e efetiva de salva-vidas em suas praias através da pressão aos órgãos competentes, por uma representatividade efetiva para surfistas, banhistas e familiares e, sobretudo, pelo fim das tragédias em armadilhas humanas nos mares do sul.

O blog homem ao mar surf por toda vida pede providencias as autoridades! ou Vocês vão esperar a merdar feder para tomarem uma providência? apesar que em ano de eleições vocês estão cagando e andando para a vida dos seres humanos!! Está na hora de dar um BASTA nessa sacanagem! CASO DE POLICÍA.

Um comentário:

  1. Estamos juntos pessoal para o que der e vier.
    Irmandade dos Mares.

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